O Grêmio está quase lá na Libertadores. O fato de estar em 3º lugar não é tão representativo quanto as últimas atuações. Desde o péssimo jogo contra o Sport, o tricolor embalou uma ótima sequência de resultados que o qualifica como postulante real e quase concreto de uma das quatro vagas para a Libertadores 2008.

Assim, se juntando a Cruzeiro, São Paulo e Fluminense (campeão da Copa do Brasil). As vitórias contra Botafogo, Vasco, Internacional, Santos e Juventude deixaram o Grêmio muito perto de repetir o que já aconteceu outras 11 vezes: disputar a Libertadores.

A primeira vez foi em 1982, sem muito sucesso. Porém, no ano seguinte o Grêmio já emplacou seu primeiro título continental, derrotando o então poderoso uruguaio Peñarol. No ano seguinte, a frustração de perder um título em pleno Olímpico, contra o argentino Independiente.

Em 1995, o repeteco: de um início desacreditado, com vários %22refugos%22, o Grêmio montou um time coeso, sólido na defesa e veloz no contra-ataque. Assim, comandado pelo ascendente técnico Felipão, o tricolor viu o capitão Adílson levantar o caneco em Medellín, em uma final contra o colombiano Nacional.

O Grêmio ainda chegaria às semifinais em 1996, perdendo para o colombiano América de Cáli, e 2002, em uma dramática decisão por pênaltis para o Olímpia, do Paraguai.

Em 2007, quase se repetiu 1995: em um time novamente desacreditado, com alguns jovens valores como Lucas, Diego Souza e Carlos Eduardo, e um técnico emergente, Mano Menezes, o Grêmio foi longe na Libertadores. Eliminando os favoritos São Paulo e Santos, o tricolor chegou à final com uma campanha apenas mediana, mas de excelentes números em casa: 6 jogos, 5 vitórias e nenhum gol sofrido.

Porém a excelência do futebol de Riquelme e a vasta experiência do Boca Juniors, heptacampeão continental, acabou com o sonho do Tri. Por enquanto, dizem os gremistas. E esta história vai poder continuar em 2008. Basta o Grêmio manter o que está fazendo: jogando simples e eficiente.

Postado por Alexandre Perin