A frustrante temporada 2007 está terminando. Com ela, a certeza do Internacional na Copa Sul-Americana e a provável participação do Grêmio nesta mesma competição. Eu não acredito na classificação tricolor, pois nem com %27mala-preta%27 de 2 milhões de reais o América-RN misto empata com o Cruzeiro em Belo Horizonte. Isto sem contar o Palmeiras… Como principal objetivo, a conquista do título, alguns milhões de reais em premiações e bilheteria e a chance de disputar o título da Recopa Sul-Americana contra o campeão da Libertadores.

Então esta será a quarta participação do Internacional em seis anos, a última em 2005. Já o Grêmio retorna à competição depois de um afastamento de quatro anos, disputando pela terceira vez. O Juventude disputou uma vez, em 2005. E como foi o aproveitamento de cada um dos times ao longo dos anos? Hoje falaremos sobre 2003 e 2005, enquanto 2004 será especialmente tratado no post de amanhã.

Em 2003, a dupla Gre-Nal disputou um triangular com jogos em turno único. O Inter bateu o Flamengo por 3×1, empatou com o Santos em 1×1 e ficou fora no saldo de gols. Já o Grêmio levou 4×0 do time reserva do São Paulo em pleno Olímpico e depois empatou com o Vasco da Gama no Rio por 1×1, igualmente sendo eliminado na primeira fase. Um início realmente desanimador.

Em 2005, o Inter e Juventude eram os representantes gaúchos na Sul-Americana. O Juventude levou 3×1 do Cruzeiro no jogo de ida, conseguiu uma boa vitória no Mineirão por 1×0 mas acabou sendo eliminado. Já o Inter, que vivia crise técnica até aquele jogo na temporada, venceu o campeão da América São Paulo em um sofrido 2×1 no jogo de ida com gols de Élder Granja e Gustavo, descontando Mineiro. No jogo de volta, Souza colocou o São Paulo na frente, mas Fernandão empatou no Morumbi, final 1×1. Vaga nas oitavas-de-final garantida.

Na segunda fase, o adversário foi o argentino Rosario Central. Um pouco mais experiente, o Colorado jogou muito bem fora de casa e venceu por 1×0, gol de Sobis. Foi a primeira vitória de um time estrangeiro na história do estádio Gigante del Arroyto, de 40 anos. No jogo de volta, uma partida violenta, tumultuada e bastante ruim do Colorado e um suado empate em 1×1 no Beira-Rio, gols de Jorge Wagner e Rivarola. Nos acréscimos, o Rosario chegou a acertar uma bola no poste de Clemer.

Nas quartas-de-final, adivinhem? O Boca de novo. O algoz de 2004 estava enfraquecido sem Tévez, enquanto o Inter havia se reforçado com Fernandão, Tinga e Jorge Wagner. Melhor preparado, o Inter marcou muito no jogo de ida e criou algumas chances. Porém somente nos acréscimos, Fernandão marcou o gol da vitória colorada por 1×0.

Na partida de volta, o Boca saiu na frente logo no início e anulou a vantagem colorada. Os argentinos pressionaram muito, contando com erros defensivos colorados e perderam chances de ampliar.

No intervalo, o time de Muricy Ramalho se acertou e Rafael Sobis (seu quarto gol em quatro jogos na Argentina) empatou aos 19 minutos, 1×1. O Inter controlava bem o jogo, mas erros infantis de Vinícius e Clemer custaram 3 gols em outros 15 minutos e o Boca eliminou de novo os colorados por 4×1.

De novo, a sensação amarga da eliminação. Minutos de desatenção são fatais em uma competição na América do Sul. Isto seria muito bem aprendido para o ano seguinte: as conquistas da América e do Mundo.<

Postado por Alexandre Perin