O primeiro post vai para o Grêmio. O Tricolor começou o ano empolgado com o terceiro lugar no Brasileiro de 2006 que lhe garantiu na Libertadores 2007, aliado à promessas em afirmação como Lucas e Carlos Eduardo. E termina a temporada com a conquista do bicampeonato gaúcho e o vice-campeonato da Libertadores, competição na qual não estava entre os favoritos.

Contra si, a queda vertiginosa na reta final do Brasileirão e o desmonte ao longo da temporada, que custaram uma vaga na Libertadores 2008. Para o ano que vem, um time novo sem os garotos negociados para a Europa, um novo presidente e um novo técnico, com o final da %22Era Mano Menezes%22.

Gauchão: 20 jogos com 15 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. 52 gols a favor e 19 gols contra.

O Tricolor começou o ano em alta, ganhando com sobras o Campeonato Gaúcho ao bater o Juventude na final e vendo o orgulhoso campeão do mundo Internacional dar fiasco histórico e ser eliminado na primeira fase, ficando em sétimo lugar.

Com uma pré-temporada séria, reforços chegando no período adequado, sem lesões, o Grêmio saiu muito à frente em 2007. O time simplesmente atropelou todo mundo até chegar às semifinais. O ponto máximo foi a histórica goleada sobre o Brasil de Pelotas por 6×2, quando vencia por 4×0 em apenas 17 minutos.

O primeiro momento de dificuldade só aconteceu nas semifinais. Depois de levar 3×0 no primeiro jogo no Centenário, o Tricolor conseguiu uma reviravolta sensacional e venceu o Caxias por 4×0 a partida de volta, se garantindo na final.

Na decisão, um emocionante 3×3 em Caxias do Sul contra o Juventude e um impiedoso 4×1 na final no Olímpico. Tcheco foi o capitão, artilheiro e melhor jogador do time na competição, com 11 gols.

Libertadores: 14 jogos com 6 vitórias, 1 empate e 7 derrotas. 11 gols a favor, 15 gols contra.

De um lado, uma campanha horrorosa fora de casa com 6 derrotas e 1 vitória. De outro, números quase imbatíveis no Olímpico, sem gols sofridos até a finalíssima. Foi assim que o Grêmio chegou à decisão da Libertadores. Inesperado, com jogos dificílimos e confrontos decididos no detalhe, o Tricolor desbancou os favoritos São Paulo e Santos antes de parar no Boca Juniors.

Uma primeira fase irregular, quando o Grêmio perdeu jogando muito mal as duas na Colômbia para Tolima e Cúcuta, venceu o Cerro Porteño duas vezes, em casa e fora, enquanto empatou com o Cúcuta em 0x0 e bateu o Tolima por um magro 1×0. Na última rodada, o Grêmio terminou primeiro colocado do grupo, mas com o pior ataque da competição, saldo zero e poderia ter ficado em último se tivesse empatado ou perdido para o Cerro.

Porém tudo mudou nos confrontos de mata-mata. Logo de cara, o campeão brasileiro São Paulo, favorito ao título continental. O Grêmio levou 1×0 fora, mas bateu o adversário no Olímpico por 2×0, contando com apoio irrestrito dos torcedores. ´

Na fase seguinte, o modesto Defensor, que havia eliminado o Flamengo. Quando todos esperavam facilidades, um 2×0 para o time uruguaio (que atuou com 10 por quase 60 minutos) complicou muito as chances para o Grêmio. Mas no Olímpico, o Grêmio venceu por 2×0 e ganhou nos pênaltis, garantindo mais um avanço.

Na semifinais, o adversário seria o Santos. No primeiro jogo, uma atuação magnífica do Grêmio, a sua melhor na competição, garantiu a ótima vantagem de 2×0 com gols de Tcheco e Carlos Eduardo. No jogo de volta, Diego Souza fez 1×0 e o Santos teria que marcar 4 gols para conseguir a vaga. Mas o Grêmio recuou demais e levou três gols, passou sufoco mas levou a vaga na final. Era a quarta final do Tricolor e o adversário seria o multicampeão Boca Juni

Postado por Alexandre Perin