Hoje afirmo sem problema algum: Anderson, o garoto formado no Grêmio, seria titular absoluto da MINHA Seleção Brasileira. No meio-campo, na terceira função com Kaká ao seu lado. Na frente, Robinho ou Ronaldinho e um centroavante. Parece absurdo para quem começou como atacante jogar em uma função bem mais recuada? Então leiam:

Confesso que sempre achei exagerada a mídia em cima do Anderson quando jogava no Grêmio. Em uma época carente de títulos e há quase 5 anos sem um grande ídolo (o último tinha sido Marcelinho), tudo que o Tricolor mais precisava era de um ídolo.

A despeito de golaços antológicos contra times inexpressivos no Gauchão e na Série B, Anderson não ia bem contra times melhores. No final da Série B sofreu lesão mas também ficou no banco contra o Santa Cruz e Náutico, quando entrou e fez o famoso gol da %22Batalha dos Aflitos%22. Vendido aos 17 anos chegou ao Porto e manteve a sina: jogaços no Português, mal na Liga dos Campeões.

Ainda assim, o Manchester United apostou e levou o garoto no início da temporada. Em uma crise de lesões no meio-campo, o técnico Alex Ferguson colocou o jovem brasileiro como segundo volante. A idéia era ter a mesma movimentação e o posicionamento do ótimo, raçudo e violento Paul Scholes, que começou como meia-atacante goleador.

Praticamente ninguém apostava nesta solução, especialmente aqui no Brasil. Honestamente, eu achei sim que poderia dar certo. Ferguson queria aproveitar o que Anderson tem de melhor: a condução de bola, o passe preciso e a soberba visão de jogo. No início, ele ainda cometeu muitas faltas e tinha certa dificuldade na marcação, no posicionamento defensivo. 

Porém aos poucos isto foi sendo corrigido e o resultado tem sido fantástico: sistematicamente ele tem sido um dos melhores em campo. Saiu aplaudidíssimo de campo em vários jogos e só tem falhado justamente no que era melhor antes: ainda não fez gol (Ferguson já falou que só falta isto para ele ficar perfeito).

Como o Manchester joga com dois laterais defensivos, o que não ocorre no Brasil, seria arriscado ele jogar na mesma posição pela Seleção. Porém eu acabaria de vez com a versão 2 (e igualmente fracassada) do %22quarteto mágico%22, tirando ou Ronaldinho ou Robinho, colocaria ele como terceiro homem de meio-campo e teria um time bem mais equilibrado.

Aliás, minha Seleção Brasileira seria esta hoje: Júlio César (Internazionale); Maicon (Internazionale), Lúcio (Bayern de Munique), Juan (Roma) e Marcelo (Real Madrid); Lucas (Liverpool) ou Denílson (Arsenal), Hernanes (São Paulo), Anderson (Manchester United) e Kaká (Milan); Ronaldinho (Barcelona) e Luís Fabiano (Sevilla).

Uma posição em aberto é a primeira do meio-campo. Nem Denílson, tampouco Lucas são titulares nos times, e também não jogam exatamente por ali. Os que tem jogado, Gilberto Silva, Josué e Mineiro, para mim não tem nível de Seleção Brasileira

O talentoso Rafinha é um nome forte para disputar posição com o Maicon (que eu já entreguei os pontos, tem jogado muito bem) e na lat-esquerda ainda está aberta a disputa.

No ataque Alexandre Pato aguarda sua chance, agora que irá começar a atuar pelo Milan. Já Adriano e Nilmar, que haviam sido convocados antes, precisam ter condições de atuar 90 min em alto nível. Vágner Love e Afonsão é conversa para boi dormir…

Postado por Alexandre Perin