Quais foram as maiores transferências da história envolvendo jogadores da Dupla Gre-Nal até hoje? Mesmo com alguns números sendo discutidos, em linhas gerais temos dados interessantes envolvendo a maioria dos últimos ídolos do Rio Grande do Sul.

Alexandre Pato, a mais cara venda gaúcha da história/site oficial do Milan

A super-estrela Ronaldinho, vendido esta semana do Barcelona para o Milan, é somente a décima negociação da história do futebol gaúcho. A conturbada saída do astro gremista em 2001 fica atrás das vendas de Alexandre Pato, Fábio Rochemback, Lucas, Sobis,Nilmar, Anderson, Carlos Eduardo, Lúcio e Christian.

Sem sombra de dúvidas, a maior transação é a saída de Alexandre Pato do Internacional para o Milan, por aproximadamente 49 milhões de reais no ano passado. Foi a única negociação na qual o clube comprador pagou a multa recisória, ou seja: a transferência ocorreria com ou sem aval do clube vendedor.

Depois dele está a surpreendente venda do volante Fábio Rochemback em 2001. Em uma época de mercado altamente inflacionado, a transação rendeu ao Colorado quase 27 milhões de reais. No Grêmio, as recentes negociações de Lucas e Anderson foram as mais lucrativas da história.

Com a venda de Ronaldinho para o Milan, o Grêmio lucrou aproximadamente  1,9 milhões de reais. Somando todos os valores envolvidos até hoje nas transferências para o Paris Saint Germain, Barcelona e agora o Milan, o Tricolor teve direito a 19,1 milhões de reais, considerando-se os câmbios da época das negociações.

Porém esta contabilização está acrescida do crédito por formação de jogador, sempre obtido em cada negociação do atleta. Este valor também desconta os 10% aos quais o empresário Eltamar Salvadori recebeu ao investir um valor para pagamento de despesas do clube em 2000.

Em 2001, a FIFA ordenou o pagamento de US$ 4,5 milhões do Paris Saint-Germain por Ronaldinho, infinitamente abaixo do valor de mercado do jogador na época. Este é o valor que Ronaldinho custou ao PSG, na prática.

A revolta gremista se refere ao fato de que Ronaldinho chegou a ter uma proposta oficial de US$ 28 milhões do Real Madrid em 2000, além da fictícia US$ 80 milhões do Leeds United tão propalada na imprensa.

Em contra-partida, Ronaldinho e Assis sempre deixaram veladamente informado que os astronômicos salários pagos para jogadores como Zinho, Astrada, Amato, Paulo Nunes & Cia pela gestão de José Alberto Guerreiro e com dinheiro da futuramente falida empresa suíça ISL eram muito superiores aos 45 mil reais mensais que Ronaldinho recebia. Ou seja, a estrela do time, do futebol brasileiro e da Seleção Brasileira na época ganhava um salário muito abaixo de companheiros muito menos talentosos.

Mas isto é assunto para outro dia aqui no Almanaque Esportivo. Vamos à tabela de transferências do futebol gaúcho até 2008:

Jogador – Origem – Destino – Ano – Valor da negociação (em reais na cotação da época)

1º) Alexandre Pato – Internacional -> Milan-ITA – 2007 – 49 milhões de reais

2º) Fábio Rochemback – Internacional -> Barcelona-ESP – 2001 – 26,8 milhões de reais

3º) Lucas – Grêmio -> Liverpool-ING – 2007 – 24,5 milhões de reais (Grêmio recebeu 80%)

4º) Rafael Sobis – Internacional -> Real Betis-ESP – 24,3 milhões de reais (Inter já tinha vendido 50%, recebeu somente 25% deste valor)

5º) Nilmar – Internacional -> Olympique Lyon-FRA – 21 milhões de reais (5,75 milhões de euros, Inter recebeu 100% do valor)

6º) Anderson – Grêmio -> Porto-FRA – 2005 – 20,7 milhões de reais (Grêmio vendeu primeiramente 70% por 5 milhões de euros, depois 30% por 3,2 milhões de euros)

7º) Carlos Eduardo – Grêmio -> Hoffenheim-ALE – 2007 – 16,8 milhões de reais (o Grêmio recebeu posteriormente 1 milhão de euros pelo cumprimento de duas cláusulas, mas não pertencentes à negociação original)

8º) Lúcio – Internacional -> Bayer Leverkusen-ALE – 2000 – 16,2 milhões de reais (Inter recebeu 50%)

9º) Christian – Internacional -> Paris Saint-Germain-FRA – 1999 – 12,8 milhões de reais

10º) Ronaldinho – Grêmio -> Paris Saint-Germain-FRA – 2001 – 11,7 milhões de reais (Grêmio recebeu 4,5 milhões de dólares de indenização do PSG imposta pela FIFA em fevereiro de 2002)