2006 – Internacional campeão da América e do Mundo indiscutível.

Em 2007 a filosofia de futebol do Internacional ficou marcada por um erro grosseiro de avaliação do Fernando Carvalho, vitorioso presidente entre 2002 e 2006. Ele acreditava que apenas manter o time campeão do mundo era suficiente para manter o time no topo e deixou isto claro para Vittorio Piffero, seu sucessor. Ambos não identificaram deficiências críticas como a zaga para a Libertadores (perdeu Fabiano Eller e inscreveu Wílson, Ediglê, Rafael Santos e o lesionado Índio na Libertadores), tampouco reservas acomodados, como Rubens Cardoso, Michel, Adriano Gabiru, Perdigão, Élder Granja, entre outros.

Para piorar, o fato do Internacional não ter tido as férias adequadas somado ao erro de colocar titulares em jogos desgastantes do Gauchão (nos quais tivemos várias lesões), custou muito no primeiro semestre. 

Com Abel de soberano do vestiário e sem contestações internas, ninguém da diretoria questionou suas absurdas decisões de Adriano Gabiru e Michel como titulares do meio-campo em um jogo decisivo contra o Vélez Sarsfield em Buenos Aires, um esquema que tinha sido usado em 3 jogos e obtido dois resultados muito ruins. Sem contar Christian no ataque nos dois jogos contra o mesmo Vélez. Alexandre Pato ficou no banco e Christian conseguiu a proeza de ser expulso no segundo jogo, em pleno Beira-Rio. O Inter foi eliminado da Libertadores ainda na primeira fase, e repetiu o fiasco no Gauchão.

Para o segundo semestre, veio Gallo e um time novo, repleto de pernas-de-pau do porte de Mineiro, Douglão, Luciano Henrique e Magal. Isto somado a um vestiário minado por velhas lideranças e uma instabilidade tática e emocional incrível do treinador novato deixou o time em uma posição ruim. Gallo foi demitido na penúltima rodada do turno, o Inter estava na “zona da marola”, perto do inferno e do céu mas sem ter nada na prática.

Abel voltou, vários reforços de mais qualidade vieram (Nilmar, Sorondo, Guiñazu, Magrão vieram neste lote) mas seu discurso cansado não surtiu efeito a longo prazo. O Colorado continuou fiasquento fora de casa e a Libertadores ficou muito longe. O resultado óbvio foi um medíocre 11° lugar, seu pior em 5 anos.

Em 2008, os erros se repetiram com novamente Abel totalmente no comando do vestiário. O que é pior, pois a diretoria simplesmente repetiu os mesmos erros de 2007.

Treinos eram um elemento raro e o resultado físico dos atletas segue ridículo até o meio do ano. O novo preparador físico só poderá colocar o time em um nível minimamente aceitável em setembro. Já se foi um turno, e a terceira folha salarial do futebol brasileiro não fica no G-4 há exatas 58 rodadas. Ou seja: desde que foi vice-campeão em 2006.

Times com folhas salariais irrisórias como Coritiba, Sport e Vitória estão obtendo resultados muito superiores ao Colorado. Isto sem contar o Grêmio, também com um time bem menos “estelar” e que apostou em uma filosofia de futebol coerente com os atletas que tinha, sem grandes desequilíbrios no elenco. Está obtendo resultados excepcionais, a melhor campanha de pontos corridos de todos os tempos. E abissais 18

Postado por Perin, externando suas opiniões sobre o Inter…