Nos Jogos Olímpicos de 2004, o Brasil foi derrotado na decisão da medalha de ouro do futebol feminino pelos Estados Unidos por 2×1. Nesta quinta-feira, a chance da vingança brasileira está próxima: os dois países repetem a final olímpica nos Jogos de Pequim.

Há quatro anos, em um jogo dramático, as brasileiras saíram perdendo no primeiro tempo com um gol de Lindsay Tarpey em erro brasileiro. As gurias reagiram e empilharam chances antes de Pretinha empatar no segundo tempo. Cristiane e novamente Pretinha acertaram a trave nos minutos derradeiros, mas Abby Wambach acabou com o sonho brasileiro ao fazer 2×1 na prorrogação, garantindo o ouro para as norte-americanas. Para as orgulhosas brazucas, uma belíssima medalha de prata.

Esta foi a primeira vez que a Seleção Feminina de Futebol chegou a uma decisão de Olimpíada ou Copa do Mundo. Algo extraordinário para um país que dá o habitual “apoio zero” para o esporte, que não tem sequer um Campeonato Brasileiro definido (a CBF gasta os milhões arrecadados em salários nababescos para seus dirigentes). Ainda mais considerando que o badalado futebol masculino sequer competiu em Atenas, sendo eliminado ainda no Pré-Olímpico.

Em sua primeira competição sem a craque Sissi, as brasileiras jogaram muito bem ao longo de toda a Olimpíada de Atenas e mereceram chegar ao pódio, que havia escapado por pouco outras vezes. Uma jovem Marta começava a brilhar nos gramados do planeta…

Antes dos Jogos de 1996, o Brasil havia brilhado em 1999, quando ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Em 1996, nos Jogos de Atlanta, e em 2000, na Olimpíada de Sydney, o time ficou em quarto lugar, a um passo do bronze…

Porém o Brasil gostou da idéia de ser protagonista e em 2007 chegou à decisão da Copa do Mundo da China. Foi vice-campeã, quando foi derrotada por 2×0 pela Alemanha.

Mas antes surrou por 4×0 a anfitriã e favorita China (na primeira fase) e também a “nêmesisEstados Unidos, por iguais 4×0 na semifinal. Foi a primeira vitória brasileira em uma competição importante sobre as norte-americanas, com direito a um show espetacular de Marta.

Na final, a experiência alemã superou a técnica brasileira (que jogou poucas vezes na temporada). A artilheira Prinz e a zagueira Laudehr marcaram os gols do título, enquanto Marta errou um pênalti quando o jogo estava 1×0 para as alemãs. De novo, um segundo lugar, este mais amargo que o primeiro.

Este ano, nos Jogos Olímpicos de Pequim, o Brasil pegou um grupo dificílimo. Após empatar na estréia com a Alemanha por 0x0, o time de Jorge Barcellos superou a vice-campeã mundial sub-20 Coréia do Norte e ainda a campeã africana Nigéria. Nas quartas-de-final, bateu a Noruega por um 2×1 que parecia fácil mas terminou suado.

Então, novamente a chance de quebrar um tabu: nas semifinais, a campeã mundial Alemanha. Sem levar nenhum gol no torneio, as alemãs jamais haviam perdido para as brasileiras e saíram na frente mais uma vez, gol de Prinz logo no início do jogo.

Depois de se acalmarem, as brasileiras foram arrasadoras e em 10 minutos

Postado por Perin, que torce para Marta, Cristiane & Cia