Depois da eliminação em 2004, um ano depois o adversário do Internacional na Copa Sul-Americana era o… Boca Juniors! Desta vez pelas quartas-de-final, após o colorado gaúcho eliminar o São Paulo (então campeão da América) e Rosario Central (se tornando o primeiro time estrangeiro a ganhar no Gigante del Arroyito).

O clube gaúcho havia mudado muito. Em menos de um ano, o time colorado tinha gostado de jogar em competições continentais, e se mostrava mais maduro. Melhor, além de experiente, a qualidade em campo era muito maior: Tinga, Alex, Jorge Wágner, Fernandão estavam disponíveis e poderiam jogar. Infelizmente, os lesionados Índio e Iarley fizeram falta no jogo.

Já o time argentino, que não fazia boa temporada internacional, precisava da competição para se recuperar. O treinador era o veterano Alfio Basile (demitido) recentemente na Argentina. Ele contava com alguns talentos despontando como Roberto Palacios, Fernando Gago e Emiliano Insúa. Se o matador Martín Palermo continuava, em contra-partida, jogadores como Lionel Schiavi e Roberto “Pato” Abbondanzieri estavam em claro declínio físico e técnico.

O jogo de ida tinha sido duríssimo para o Internacional, contra um Boca em renovação. A vitória ocorreu no último minuto dos acréscimos do segundo tempo, um 1×0 assinalado por Fernandão aproveitando erro na linha de impedimento argentina. Revoltado, o goleiro Abbondanzieri reclamou tanto que foi expulso após o final da partida.

Este foi um jogo que chamou muito a minha atenção por um outro motivo: um lateral-direito contestadíssimo, chamado CEARÁ, teve atuação soberba anulando o forte lado esquerdo do Boca…

No jogo de volta (já com o amarelão Élder Granja…), tudo que o Inter era evitar um apagão, como havia ocorrido no ano anterior quando levou 4 gols em 15 minutos. Mas já no translado do hotel, o motorista argentino “se perdeu”. Inclusive errou até o portão do time visitante… Resultado: o Inter chegou só meia hora antes e não pôde aquecer o time. Eram os “assuntos extra-campos” que mais uma vez surpreendiam os dirigentes colorados.

Ainda “frio”, o time começou muito mal a partida e levou 1×0 aos cinco minutos, marcado por Palacios em uma falha defensiva. Ediglê salvou duas bolas ainda no primeiro tempo, evitando que Insúa e Palacios ampliassem. O Inter, até então, escapava de um massacre.

No início do segundo tempo, com os nervos no lugar, o Colorado voltou melhor. Rafael Sobis, em grande fase e entre os primeiros na artilharia do Brasileirão, chutou na trave do goleiro Medrán aos seis minutos. Muito melhor em campo, o Inter finalmente marcou seu gol aos vinte minutos. E foi um golaço: Rafael Sobis aproveitou rebatida da zaga e chutou forte no ângulo, 1×1.

Precisando fazer dois gols o time da casafoi para cima, mas sem inspiração. Quando tudo parecia sob controle, o Boca fez 2×1

Postado por Perin, encerrando a série…