Policial Lúcia Helena, envolvida em duas confusões da PM de Pernambuco no futebol/reprodução: Globo e SporTV

Sempre achei a Brigada Militar muito mal preparada para lidar com multidões em estádios de futebol. Já vi, a menos de 2 metros de mim, erros de avaliação e conduta grotescos, sobretudo no 1° de outubro de 2005 no jogo Internacional 2×2 Fluminense, pelo Brasileirão.

Porém perto do que tenho visto nos últimos 12 meses em Pernambuco, os policiais gaúchos são expertsA prepotência, o despreparo, a falta de bom-senso e acima de tudo a INCOMPETÊNCIA dos policiais destacados para as partidas de futebol em Pernambuco já estão se tornando famosas em todo o Brasil.

Neste final de semana, os jogadores Carlinhos Bala e Gilmar, do Náutico, acusaram a PM de Caruaru de agressão após confusão no jogo Central 2×1 Náutico, pelo Campeonato Pernambucano. Eles vão processar os agressores.

“Pedi ao comandante que trouxesse os soldados que estavam no evento, e os jogadores identificaram os agressores na hora. O promotor tentou um acordo, mas não aceitamos. Temos a prova de vídeo e aguardamos que o processo seja encaminhado. Esse episódio mostra o total despreparo da PM de Pernambuco para fazer a segurança de eventos esportivos”, disse Verilo Albuquerque, advogado do time da capital.

O que poderia ser um fato isolado se mostra apenas a repetição de tristes incidentes. No Brasileiro de 2008, o Vitória e o Botafogo explodiram em críticas contra o Batalhão de Choque de Recife, curiosamente em dois jogos contra o Náutico.

Nos dois casos, a tenente Lúcia Helena esteve envolvida: deu voz de prisão ao botafoguense André Luís, e ainda negou que o policial Washington tenha dado voz de prisão ao goleiro colombiano Viáfara, do Vitória, no intervalo de outra partida pelo nacional.

Aliás, só o fato de uma pessoa que se envolveu em uma confusão em um jogo continuar sendo designada, já mostra a falta de preparo do comando da PM. As duas delegações saíram de Recife revoltadas, mas pelo visto, os erros da PM pernambucana permanecem.

No caso de André Luís, meu pai, um militar aposentado que normalmente fica do lado do Estado, desta vez defendeu o jogador dizendo que claramente houve abuso de autoridade. As imagens não deixam a menor dúvida, além de ressaltarem a habitual bagunça de gente dentro de campo que não deveria estar.

No segundo, a questão foi mais evidente: tinha spray de pimenta no vestiário e a PM não tinha NADA que fazer lá dentro, atrapalhando a preleção do técnico Wágner Mancini.

Até quando a Polícia Militar continuará errando em Pernambuco?

Das duas, uma: ou ocorre uma grande tragédia.

Ou eles fazem isto com jogadores de um grande time do eixo Rio-SP…

Enquanto isto não acontecer, pelo visto nada será feito.

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Postado por Perin, lamentando o despreparo da PM do PE…