Seleção do Gauchão 2009: a minha seria bem diferente.../Adriana Franciosi/grupo RBS

A Seleção do Gauchão divulgada ontem e cuja premiação foi realizada no Leopoldina Juvenil só teve jogadores da dupla Gre-Nal: sete do Internacional e quatro do Grêmio. Duas explicações justificam a ausência de jogadores do interior.

A primeira é a mais óbvia: todos os demais times, exceto a Dupla Gre-Nal, foram muito fracos. Nem o Juventude engrossou o caldo desta vez. Isto ficou bem evidente principalmente quando os titulares colorados e gremistas jogaram.

Boa parte disto é culpa dos clubes do interior, que ao invés de buscar novos jogadores, terminam fazendo rodízio entre atletas, que jogam os primeiros quatro meses na Série A e depois na Série B. Quem buscou atletas de fora do estado, como Ulbra e Veranópolis, ou apostou em jovens revelações da região, como o Ypiranga, se deu melhor. Mesmo sem dinheiro, mas com criatividade, se consegue melhores resultados.

Porém outra explicação se deve: o desleixo de boa parte da imprensa esportiva em votar por “histórico”. Assim como a premiação do “Melhor do Brasileirão” na CBF e principalmente na eleição de “Melhor do Mundo” da FIFA, muitos votos são por talento nato e por histórico do atleta, e não pelas atuações no campeonato a ser analisado.

Descontadas as diferenças de opinião, é impossível que a maioria dos jornalistas achem que D`Alessandro que teve uma má fase no meio da competição (antes da lesão), tenha ficado à frente de Andrezinho, que marcou sete gols, deu passes para outros três e foi regular para muito bom na maioria dos jogos. Réver, que foi bem mal no início do estadual (sendo até criticado por isto), não foi superior a seu companheiro Rafael Marques.

Acho que o melhor exemplo da minha tese foi a eleição de Victor. Ele não esteve bem em alguns jogos, e foi destaque negativo na derrota contra o Santa Cruz, falhando em dois gols. É evidente que é um goleiraço, para mim o melhor do futebol brasileiro.

Mas não foi superior ao jovem Vanderlei, do VEC, ao Muriel do Caxias e nem mesmo do que o, apenas mediano mas quase perfeito no Gauchão, Lauro do Internacional. E, entre Souza e Léo Dias, eu teria escolhido o jogador da Ulbra, que foi bem ao longo de toda a competição mesmo em um time bem mais fraco.

Minha seleção seria: Vanderlei (Veranópolis); Ruy (Grêmio), Índio (Internacional), Rafael Marques (Grêmio) e Kléber (Internacional); Sandro (Internacional), Guiñazu (Internacional), Andrezinho (Internacional) e Léo Dias (Ulbra); Nilmar (Internacional) e Taison (Internacional).

Artilheiro: Taison (Internacional)
Melhor jogador: Taison (Internacional)
Revelação: Taison (Internacional)
Técnico: Tite (Internacional)
Melhor dirigente: Vittorio Piffero (Internacional)
Melhor árbitro: Leonardo Gaciba

Postado por Perin, montando um time diferente