Nos últimos 15 anos, os torcedores da dupla Gre-Nal cansaram de ver dezenas e dezenas de `bondes`, jogadores de times de menor expressão chegarem ao Beira-Rio e Olímpico e mostrarem, sob nenhuma dúvida, de que não tinham nada a fazer ali, nem para compor banco e servirem de opção. Tiros na água, evidentemente.

Porém existem ainda aqueles jogadores que vieram sem nenhum cartaz e se tornaram jogadores úteis taticamente, de boas respostas técnicas ou mesmos titulares absolutos e incontestáveis.  Aqueles jogadores que custaram merrecas e depois foram negociados por quantias expressivas, ou foram titulares por muito tempo em seus clubes.

Jogadores assim montaram o último time do Grêmio campeão da Libertadores em 1995: Goiano, que ia do Novorizontino para a Tuna Luso e acabou titular do meio-campo campeão da América, o veterano paraguaio Rivarola, do modesto Talleres de Córdoba-ARG ou mesmo o craque Arce, totalmente desconhecido fora do cenário paraguaio.

Recentemente, o zagueiro William veio do Ipatinga para se mostrar o defensor mais confiável do Grêmio desde os tempos de Anderson Polga. Mas ninguém melhor que o goleiro Victor, que veio para disputar posição depois de ser reserva no Paulista e hoje é, para mim, disparado o melhor goleiro do futebol brasileiro. Atrás somente do, quase sobrenatural, arqueiro chamado Júlio César, titular da Internazionale e da Seleção.

No caso colorado, os campeões mundiais Ceará e Wellington Monteiro, peças fundamentais no time de Abel Braga, vieram como obscuros jogadores do São Caetano e Caxias. Na triste década de 90, Sandoval foi um jogador neste estilo, assim como o eterno volante Fernando.

Ficando claro: a lista abaixo é de Ceará e não de Kléber, de William e não de Gilberto. De Sandoval e não de D`Alessandro… Me ajudem a preencher com outros. Não vale jogadores como Paulo Nunes, que tinha jogado em Seleções de base e veio pro Grêmio em contrapeso de Magno.

Enviem seus comentários com outros jogadores para a listinha abaixo:

2006: Wellington Monteiro (Caxias)
2005: Ceará (São Caetano) e Rentería (Boyacá Chicó-COL)
2004: Fernandão (Olympique Marseille)
2003: Sangaletti (Náutico)

2008: Réver e Victor (Paulista)
2007: Lúcio (Palmeiras), William (Ipatinga)
2006: Hugo (Flamengo)
2005: Sandro Goiano (Paysandú)

Postado por Perin, que vasculha mercados da Série B