Tenho uma tese antiga sobre clássicos Gre-Nais. Ao contrário da teoria vigente de que “tudo pode acontecer” em um duelo entre arquirrivais, penso que na imensa maioria das vezes o melhor time vence. Foi assim na sequência de 13 Gre-Nais invictos do Grêmio. E está sendo assim desde 2003, desde quando a supremacia do Internacional é indiscutível.

E isto se aplica ao analisarmos o Gre-Nal de número 380. Hoje, indiscutivelmente, o Tricolor é mais time que o Colorado, sobretudo na defesa e no ataque. O domínio técnico, tático e físico hoje foi indiscutível. As opções de banco são razoáveis, mas o time titular é melhor.

Enquanto vimos a defesa do Internacional dormir nos dois gols, vimos a defensiva tricolor se segurar atrás e ainda se dando o luxo de marcar o primeiro gol. O Grêmio foi soberano em todos os setores e por quase todo o tempo, com exceção do final do primeiro tempo e mereceu indiscutivelmente a vitória. O Inter só foi melhor nos 25 minutos finais do primeiro tempo, quando propôs o jogo e teve em Wálter seu melhor jogador, ganhando todas sobre Mário Fernandes.

Confusão foi o que menos teve no Gre-Nal. O Grêmio foi soberano - Lucas Uebel/VIPCOMM

No intervalo, Silas fez a substituição que mudou o jogo, entrando Adílson no lugar do irregular Ferdinando, que ainda estava machucado. Isto acabou com o domínio colorado no meio-campo. Empolgado pelo domínio tático do jogo, o Grêmio empilhou chances de gol, acertou a trave três vezes e ainda outras duas chances incríveis. As jogadas foram pelos dois lados do campo e o garoto estreante Neuton foi muito bem.

O time visitante explorou a bola aérea, ponto fraco colorado desde o ano passado. E o Inter não explorou a bola cruzada na área, igualmente a deficiência gremista em 2010. Em vários lances, ao invés de cruzar na área, cobrou para a entrada da área em chutes de jogadores que não fazem gol de fora da área (o melhor chutador, Wálter, nunca é usado nesta possibilidade).

O técnico Jorge Fossati também colaborou ao errar na saída de Andrezinho, entrando Giuliano. Que, além de má fase, ainda foi mal escalado: jogando de meia aberto na esquerda, aonde seu futebol desaparece. Para piorar, o técnico colorado precisou usar as peças ofensivas de reserva, que não acrescentam em nada.

Ou seja, ao contrário do que a soberba e arrogante diretoria colorada, o “elenco” é muito fraco. As primeiras opções ofensivas são Taison, Edú e Kléber Pereira, este último um ex-atleta ainda em atividade. Isto diz tudo.

Parabéns ao Grêmio, virtual campeão gaúcho 2010.

Porque é melhor, mais time e jogou muito mais que o Internacional.

O jogo pode ser resumido assim, vou só considerar as chances clamorosas de gol:

CHANCES CLARAS DE GOL COLORADAS

1° TEMPO

– Chute de Wálter com defesa de Victor

– Chute de Wálter após erro em saída de gol de Victor, que Edílson salvou em cima da linha

2° TEMPO

– Chute de Wálter no ângulo, milagre de Victor – Jogo ainda em 0x0

CHANCES CLARAS DE GOL TRICOLORES

1° TEMPO:

– Borges sozinho perde gol incrível.

– Jonas demora para chutar e Pato defende.

2° TEMPO:

– Neuton dribla Nei e Leandro perde gol incrível

– Jonas acerta a trave em cruzamento da esquerda

– Jonas acerta a trave novamente em cruzamento da esquerda

– Falta distante que Alecsandro bate direto ao invés de cruzar na área. Contra-ataque gremista, escanteio. Na cobrança, Rodrigo sobe sozinho e marca de cabeça, Grêmio 1×0

– Falta desnecessária de Juan depois de errar o tempo da bola. Na cobrança, Borges, absolutamente livre, amplia para o Tricolor, 2×0.

– William Magrão cabeceia sozinho e quase amplia, final de jogo.

2007:

2008:

2009:


2010: