As torcidas nos estádios e os milhões de espectadores viram o início da fase eliminatória do Mundial de 2010 sem nenhuma zebra. As oitavas-de-final proporcionaram muitos gols pois foram assinalados 22 gols em 8 partidas, média muito próxima a 3 gols por jogo. Exceto no último dia. Mais do que isto, os jogos foram empolgantes, emocionantes e de boa qualidade. Exceto no último dia.

A ressalva se faz presente, pois as partidas desta terça-feira, Paraguai 0x0 Japão (5×3 para os sul-americanos nos pênaltis) e Espanha 1×0 Portugal foram os jogos mais fracos (tá, ok, o duelo ibérico foi melhor tecnicamente apesar de insosso).

O Brasil venceu com facilidades o time do Chile, eterno freguês. Inclusive acertei o autor de dois gols brasileiros: Luís Fabiano e Robinho, eternos carros chilenos. Esqueci do Juan… O jogo contra a Holanda será bem mais difícil, vou falar deles nesta quarta e quinta-feira.

Os favoritos Brasil, Alemanha, Argentina, Paraguai, Uruguai, Espanha passaram de fase, enquanto EUA x Gana era equilibrado e deu o time africano na prorrogação. Os uruguaios fazem a melhor campanha desde 1970, quando foram para as semifinais. Já os ganeses se igualam ao Senegal em 2002 e Camarões em 1990 como as melhores campanhas africanas de todos os tempos.

Drama, festa, glória, decepção - As oitavas do Mundial 2010, que pega fogo - Crédito: Montagem TI RBS sobre fotos da AP e AFP

É claro que tivemos polêmicas de arbitragem. O escandaloso gol não-marcado para a Inglaterra, que a bola entrou 33cm dentro do gol contra a Alemanha entrou para a história do futebol mundial. Muitos falam em “justiça divina” citando o erro de 1966, quando a Inglaterra ganhou da Alemanha na final do Mundial com um gol que a bola bateu em cima da linha e o bandeirinha deu gol. Para recordar: o lance de 1966 foi muito difícil e a Alemanha (Ocidental) também tinha sido beneficiada naquele jogo, com um pênalti contra si não marcado na prorrogação e com o gol de empate no tempo normal (2×2) marcado após uma falta inexistente.

O gol em escandaloso impedimento assinalado por Carlos Tévez na vitória da Argentina sobre o México também entrou para a história, pelo erro em si e pelo fato da polêmica ter sido causada por uma repetição do lance (em super slow-motion) no telão do estádio, alertando os mexicanos para o erro grosseiro do bandeirinha. Pior para o árbitro Roberto Rossetti, o melhor do mundo e que não apitará a final do Mundial por causa deste erro do seu auxiliar.

Vamos às minhas análises?

Melhor time das oitavas-de-final: Alemanha, que patrolou a Inglaterra

Pior time das oitavas-de-final: Chile, atuação medíocre diante dos brasileiros

Melhor defesa das oitavas-de-final: Brasil, que não chegou nem perto de levar um gol

Pior defesa das oitavas-de-final: Inglaterra, que levou 4 e poderia ter tomado muito mais

Melhor ataque das oitavas-de-final: Alemanha, com dois gols de contra-ataques mortais

Pior ataque das oitavas-de-final: Paraguai, Chile, Japão que não fizeram gols e nem tentaram muito

Surpresa positiva das oitavas-de-final: Gana, jogou bem contra os EUA

Surpresa negativa das oitavas-de-final: Portugal, muito mal contra a Espanha

Zebra das oitavas-de-final: Sem zebras.

Craque das oitavas-de-final: Mueller (Alemanha), que fez dois gols e deu o passe para outro

Revelação das oitavas-de-final: Suárez (Uruguai), autor de dois gols, um deles lindíssimo.

Golaço das oitavas-de-final: Tévez (Argentina), tirambaço na gaveta do anão mexicano Óscar Perez

Gol heróico das oitavas-de-final: Asamoah Gyan (Gana), no início da prorrogação contra os Estados Unidos.

‘Quase golaço’ das oitavas-de-final: O gol (MUITO MAL) anulado de Frank Lampard no 1º tempo de ALE 4×1 ING

Defesa das oitavas-de-final: Stekelenburg (Holanda), em chute do eslovaco Vittek quando o jogo ainda estava 1×0 para seu time

Frango das oitavas-de-final: Sung-Ryong (Coréia do Sul), que falhou feio no 1° gol do Uruguai

Burrice das oitavas-de-final: Osório querendo driblar Higuaín e doando o 2° gol argentino. Menção para o telão em Johanesburgo que mostrou o gol impedido de Tévez.

Mico das oitavas-de-final: Os dois erros grosseiros de arbitragem já históricos – o gol que valia mas não valeu dos ingleses e o gol que não valia mas valeu dos argentinos.

Melhor técnico das oitavas-de-final: Dunga (brasil), um nó-tático no experiente Marcelo Bielsa (Chile)

Pior treinador das oitavas-de-final: Takeshi Okada (Japão), que renunciou ao ataque e foi merecidamente eliminado.

Melhor árbitro das oitavas-de-final: Wolfgang Stark (Alemanha) no jogo Uruguai 2×1 Coréia do Sul

Pior árbitro das oitavas-de-final: para dois bandeiras, Stefano Airoldi (ITA) no jogo ARG 3×1 MÉX e Maurício Espinosa (URU) no jogo ALE 4×1 ING

Melhor jogo das oitavas-de-final: Alemanha 4×1 Inglaterra

Pior jogo das oitavas-de-final: Paraguai 0x0 Japão

Top das oitavas-de-final: Alemanha, Argentina, Brasil

Bottom das oitavas-de-final: Chile, Japão, México

Seleção das oitavas-de-final: Kingson (Gana), Pereira (Uruguai), Juan (Brasil), Lúcio (Brasil) e Heinze (Argentina); Gilberto Silva (Brasil), Schweinsteiger (Alemanha), Sneijder (Holanda) e Mueller (Alemanha); Tévez (Argentina) e Suárez (Uruguai)

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