Me causou profundo desgosto no dia de ontem os dois incidentes envolvendo o Hino Nacional Brasileiro no estádio Beira-Rio e no estádio da Ressacada. Reinicidentes, a torcida Popular do Inter e a torcida Geral do Grêmio simplesmente desrespeitaram a execução de um símbolo nacional, como o Hino Nacional está citado na Constituição Federal de 1988.

E para que fique claro: acho a lei de obrigatoriedade da execução dos hinos nacionais em eventos esportivos ridícula, demagógica e desnecessária. Isto tem que ser cantado nos Colégios, como a lei 12031prevê.

Já ocorreu uma falta de respeito na semifinal entre Internacional e São Paulo, quando o Hino do RS foi cantado 2x e na segunda repetição atravessou a execução do Hino Nacional. O Hino Brasileiro estava muito baixo, mas se eu ouvi, todo mundo pode ter ouvido. Ontem foi pior: a Popular cantou uma canção qualquer na hora do Hino Brasileiro e depois cantou a plenos pulmões o Hino Rio-Grandense.

Beira a hipocrisia criticar o Adolfo Bautista pelo desrespeito ao Hino Brasileiro na final da Libertadores se a própria torcida colorada fez o mesmo no último domingo.

Pior fez parte da torcida do Grêmio na Ressacada. Na hora do Hino Brasileiro passou a cantar o Hino Rio-Grandense, recebendo a merecida vaia da torcida catarinense. Isto já havia acontecido várias vezes neste ano, uma delas até fortemente criticada pelo repórter da Rádio Gaúcha José Alberto Andrade.

O líder da Popular, Hierro Martins, já pediu colaboração expressa da diretoria do Inter por intermédio do Assessor de Imprensa Aleco Mendes. Acho que está aí a solução, mas já passou da hora de um basta ocorrer.

P.S. Para quem não sabe, sou gaúcho de Santa Maria e admiro toda a cultura gaúcha, respeito as tradições, etc. Mas exijo que o mesmo respeito seja feito com um símbolo nacional.

LEI N. 5.700 – DE 1° DE SETEMBRO DE 1971


Art. 30o. Nas cerimônias de hasteamento ou arriamento, nas ocasiões em que a Bandeira se apresentar em marcha ou cortejo, assim como durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, os civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, segundo os regulamentos das respectivas corporações. Parágrafo único. É vedada qualquer outra forma de saudação.

Art. 35o. A violação de qualquer disposição da presente lei, excluídos os casos previstos no artigo 44 do Decreto-Lei n. 808, de 29 de setembro de 1969, sujeita o infrator à multa de 1 (uma) a 4 (quatro) vezes o maior salário mínimo em vigor, elevada ao dobro nos casos de reincidência.

Art. 36o. A autoridade policial que tomar conhecimento da infração de que trata o artigo anterior, notificará o autor para apresentar defesa no prazo de 72 (setenta e duas) horas, findo o qual proferirá a sua decisão, impondo ou não a multa. Parágrafo Primeiro – A autoridade policial, antes de proferida a decisão, poderá determinar a realização, dentro do prazo de 10 (dez) dias, de diligências esclarecedoras, se julgar necessário ou se a parte o requerer. Parágrafo Segundo – Imposta a multa, e uma vez homologada a sua imposição pelo juiz, que poderá proceder a uma instrução sumária, no prazo de 10 (dez) dias, far-se-á a respectiva cobrança, ou a conversão em pena de detenção, na forma da lei penal.