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Mês: outubro 2010

Eleições no Grêmio – Finalmente o Conselho Deliberativo se renovou de verdade

O Grêmio ainda tem que evoluir na democratização de seu Conselho Deliberativo. Esta não é apenas minha opinião e sim de muitos gremistas que conheço. Há décadas em um marasmo que essencialmente era conduzido por ‘caciques’ políticos  e fragmentado em quase dez movimentos políticos diferentes, seu órgão legislativo máximo necessitava de uma oxigenação. A abstenção em diversas reuniões é extremamente elevada e muitas vezes faltou quórum em decisões importantes, incluindo mudanças estatutárias, reuniões sobre a Arena, etc. Entretanto, o Tricolor deu um passo adiante na tarefa de renovar seu quadro consultivo. O primeiro passo foi este ano, quando uma surpreendente vitória de 100% da chapa de oposição ocorreu em setembro. Beneficiado pelo fato da chapa situacionista e da chapa ‘alternativa‘ não terem obtido o no mínimo  30% na cláusula de barreira (mínimo de votos para que uma chapa eleja conselheiros), o grupo oposicionista acabou elegendo toda a sua nominata, 150 conselheiros. A maioria absoluta era de novos nomes (incluindo o amigão Leonel Knijnik). Isto acabou gerando duas consequências: Paulo Odone foi eleito ainda no primeiro turno, sem a participação dos sócios, pois o candidato que representava a chapa de situação, Airton Ruschel, não obteve o mínimo de 25% entre os conselheiros. Além disto, a futura Situação, que assumirá o clube em dezembro, terá o controle quase absoluto do Conselho enquanto permanecer unida (o que normalmente é complicado no Tricolor)....

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Eleição no Inter – 1998: quando o clube voltou a ser democrático

Em 1998, ocorreu a mais importante eleição da história do Internacional. Apesar de ‘teoricamente’ ser pouco importante (renovação de 1/3 do Conselho Deliberativo) , na prática o impacto do resultado era enorme, pois mudaria o panorama de forças dentro do Conselho do Inter. Isto seria crucial para mudanças que imperavam no clube, em péssima fase dentro e fora dos gramados há praticamente uma década. O Conselho, que elegia sempre 100% da chapa com mais votos, era visto como um órgão alheio ao resto do clube no qual os conselheiros participavam somente para estreitar contratos comerciais fora do clube, ou por relação de status e amizade. Sua influência no dia-à-dia do clube era nula. Naquele tempo, uma vitória da situação garantiria mais um tempo de comando do Conselho do Clube sob a imagem de Pedro Paulo Záchia, José Asmuz e Paulo Rogério Amoretty. Entretanto, uma vitória da Oposição, que para aquele pleito uniu Fernando Carvalho e Fernando Miranda (inclusive o nome da chapa era “União das Oposições“), inverteria o poder dentro do Conselho. A Oposição, mesmo com divergências profundas, estaria em condições de efetuar as tão sonhadas reformas estatutárias. Duas propostas eram cruciais: eleições diretas para a Presidência e eleições proporcionais para o Conselho Deliberativo. Na época, com um número pequeno de votantes (menos de 3 mil aptos), os fatores sempre pesavam para a então situação em cada pleito: ocorriam ‘anistias‘...

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Federação Gaúcha se supera nas ‘proezas’: pelo 3º ano seguido o Inter não joga em Santa Cruz do Sul

É algo que beira ao inaceitável o descaso da Federação Gaúcha de Futebol com a execução de algo tão simples como a tabela do Campeonato Gaúcho 2011. Ano passado, escrevi um post sobre a ausência de jogos do Internacional na região de Santa Cruz do Sul contra o Santa Cruz e o Avenida, enquanto o Grêmio no mesmo período e contra os mesmos times jogou quatro vezes. Vejam: Gauchão 2010: FGF repete 2009, e Inter mais uma vez não joga em Santa Cruz do Sul Tentei contato com a “ouvidoria” da FGF, que sequer respondeu o e-mail. Não sei qual a função dela, pois não interage com o público. Adivinhem o que a FGF fez para 2011, no Gauchão? NADA, é claro. Como o Avenida foi rebaixado, o único jogo possível será contra o Santa Cruz. E sabem aonde será o jogo? Adivinhem? No Beira-Rio, de novo! Desde janeiro de 2007 (com o Inter B), e desde 2005 (com o time principal), o Internacional não joga nos Plátanos. Até nem foi bom (vejam matéria), mas não interessa. Alô presidente Francisco Novelletto: não tem como corrigir esta distorção? Ou evitar para 2011? Outro ponto errado na tabela foi que os números de jogos em Porto Alegre seguem distorcidos para a dupla Gre-Nal. Com o aumento de times da Região Metropolitana (Inter, Grêmio, Universidade, Porto Alegre, São José e Cruzeiro) ocorreu uma...

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Os riscos de se tornar uma Companhia Limitada: Manchester United

Grandes clubes europeus se tornaram PLC (Private Limited Company, ou Companhia Limitada) nos últimos 20  anos. Entre eles, os dois maiores da Inglaterra, Manchester United e Liverpool. Estes clubes estavam muito sólidos financeiramente e com a decisão, capitalizaram muitos recursos. Porém existe um risco: o clube ser comprado por um dono que levasse o clube às dívidas. Este preço está sendo pago pelos dois maiores do futebol inglês, envolvidos em polêmicas com seus ‘donos’ (um deles já ex-dono) e em decadência técnica dentro de campo. Nos próximos dois dias, os leitores do Almanaque Esportivo irão receber uma detalhada análise de como estes times entraram em um processo de enorme endividamente , impactando na ausência de reforços, problemas de caixa, fúria dos torcedores e, principalmente, comprometem o futuro técnico dos times. Hoje é a vez do Manchester United e sua relação turbulenta com o dono, o norte-americano Malcolm Glazer. Amanhã o Liverpool, recentemente negociado pelos impopulares Tom Hicks e George Gillett , comprado pelo investidor norte-americano John W. Henry, também dono do mítico Boston Red Sox, time de beisebol dos Estados Unidos. Se a situação já era ruim em março, quando postei  “Cavaleiros Vermelhos” e a torcida do Manchester United contra família Glazer , a situação só tende a piorar em Old Trafford. Os cada vez mais ruidosos protestos em Stretford End (com as já célebres “green & gold” scarves, mantas...

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Feyenoord leva DEZ a ZERO do PSV! Maior derrota da história derruba o site (por enquanto só ele…)

No momento mais espetacular do futebol holandês neste século, o PSV enfiou uma inacreditável goleada de 10 a 0 sobre o todo-poderoso Feyenoord. Imaginem um São Paulo 10 x 0 Santos, ou mesmo um Flamengo 10 x 0 Vasco da Gama. Pois foi exatamente o que ocorreu neste domingo, 24 de outubro de 2010 no Phillps Stadion, em Eindhoven na Holanda. Time de segunda maior torcida na Holanda, a equipe de Roterdã levou 1×0 no primeiro tempo, gol do brazuca Jonathan Reis (desconhecido por aqui, formado no Atlético-MG e com rápida passagem pelo Tupi-MG) e viu sua vida facilitada após a expulsão de Kelvin Leerdam aos 34 minutos. Ibrahim Afeellay ampliou ainda na etapa inicial, 2×0. No segundo tempo a tragédia se consumou: o PSV fez oito gols com Jonathan Reis (mais 2), Jeremain Lens (2), Balazs Dzsudzsak (2), Ola Toivonen e Orlando Engelaar. O décimo, de Lens, foi o mais comemorado. Compacto: [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=GKKQhNb1wKY&w=540&h=385] A abjeta atuação no segundo tempo deverá derrubar a estrutura do jovem time do Feyenoord, que está com dificuldades financeiras e técnicas nesta década, uma das piores do clube. Este ano o time corre risco de rebaixamento. E provavelmente deverá derrubar o técnico Mario Been, já muito criticado pela patética campanha na habitualmente fraca Eredivise. O Feyenoord já vinha mal e agora está na zona de rebaixamento com oito pontos em dez jogos. A maior goleada sofrida pelo...

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