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Mês: fevereiro 2011

OPINIÃO: A tarde do goleador Borges, e uma homenagem para Moacyr Scliar

O Grêmio venceu o Cruzeiro por 4×2 e está na final da Taça Piratini. Foi a tarde de Borges, que marcou três gols e comandou o time gremista, com direito a escolher música no Fantástico (ele optou por uma canção gospel). O adversário, algoz do Inter-B na fase anterior, endureceu novamente contra um grande. Vale destacar um ótimo jogo de Gabriel, um dos melhores laterais/alas do país. E a recuperação de Douglas, de má-jornada contra o Júnior-COL pela Libertadores. Em compensação, Carlos Alberto novamente fracassou ao jogar mais recuado. Caberá a Renato decidir: quer ele no ataque ao lado de um (Borges ou André Lima), ou no banco. Lúcio retorna naturalmente, para dar opções ao lado esquerdo tricolor. Sem o lesionado Lúcio, Renato escalou o Grêmio com 2 volantes (Rochemback e Adílson) e 2 centroavantes (Borges e André Lima). A primeira opção se mostrou mais uma vez acertada, com Rochemback aproveitando a liberdade fornecida por Adílson e sendo importante na saída de jogo. Já a segunda claramente prejudicou André Lima, que caiu de produção desde que passou a dividir o ataque com o antigo titular. Ao time da Zona Leste, que se muda para a vizinha Cachoeirinha em 2011, fica a lembrança do dever cumprido. No dia que perdeu seu mais ilustre torcedor, o escritor Moacyr Scliar, o simpático Cruzeiro mostrou mais uma vez que um trabalho de longo prazo e organizado dá frutos até nos times pequenos. Depois de 30 anos...

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Copa da Liga Inglesa: a glória do Birmingham no desastre do Arsenal

Em uma partida histórica, o Birmingham City se sagrou campeão da Copa da Liga Inglesa ao derrotar o poderoso Arsenal por 2×1. Estará na Liga Europa 2011/12 e ainda acabou com um jejum de 48 anos sem conquistas com um gol no finalzinho, da maneira mais bizarra possível.  Ao time derrotado, a lembrança sombria do desastre de 1988, quando perdeu a mesma competição no (quase) mesmo Wembley para um adversário ainda mais modesto, o Luton Town, de maneira tão inacreditável quanto hoje. Aos torcedores do Arsenal, vice-líder do Inglês e a um empate de tirar o favorito absoluto Barcelona da Liga dos Campeões, foi um duro golpe. De um time com a fama de ‘amarelar‘ em decisões, sem títulos há seis anos. Pior que isto: o jogo marcará para sempre a carreira do zagueiro francês Laurent Koscielny e do goleiro Wojciech Szczesny, protagonistas do desastre que deu o título ao time menos famoso de Birmingham. Aproveitando os tropeços dos melhores times (que quase sempre jogam com reservas na “League Cup”), o time treinado por Alex McLeish chegou à decisão em Wembley empurrado por quase 30 mil torcedores. Franco favorito, o Arsenal viu que a final não seria fácil aos três minutos, quando o temperamental Lee Bowyer foi lançado e derrubado pelo goleiro Szczesny. Pênalti clamoroso não-marcado graças a um erro do bandeira que assinalou impedimento e salvou o Arsenal....

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Crônica Inter 4×0 Jaguares – Quando o óbvio não explica tudo

A goleada de 4×0 do Internacional sobre o Jaguares, pela 2º rodada da Libertadores, remete a uma frase: nada é o que parece. Paradoxalmente, o Colorado jogou pior do que no 1×1 da estréia contra o Emelec,  e ainda assim saiu com um resultado muito superior. Três gols em bolas parada e um nos acréscimos podem resumir um jogo no qual o vencedor foi amplamente superior. Porém não foi assim na agradável mas chuvosa noite de quarta-feira no Beira-Rio. Notadamente sem D’Alessandro, faltou criatividade e posse de bola ao time gaúcho. Por determinação do contestado Celso Roth, o Colorado entrou com dois volantes e Guiñazu jogou de meia-esquerda. Fora uma jogada logo a oito minutos, não deu certo a decisão, e o argentino ficou perdido no meio-campo. Sobrecarregado, Zé Roberto fez bom jogo, ganhando as jogadas individuais pelos flancos, mas sem presença centralizada. Ao baixo time do Jaguares, restou o toque de bola e dois lances perigosos com Frías. No primeiro, Índio (péssimo novamente) não pulou e o centroavante cabeceou para excepcional defesa de Lauro. No segundo, aos 23 minutos,Frías chutou de fora da área e tirou lasca da trave esquerda. Porém neste instante, o Inter já vencia. Quatro minutos antes, após bate-rebate na área do Jaguares com participação de Sorondo, o inusitado goleador Mario Bolatti havia feito 1×0. Para um volante com sete gols na vida antes do...

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Estudo indica as 20 ligas mais ricas do mundo – Brasil é a 8º

Estudo do excepcional site Futebol Finance aponta as 20 ligas que mais movimentaram dinheiro no planeta na temporada 2009/10. Ligas que tem o calendário de janeiro a dezembro, caso de Brasil, Argentina, Rússia e Ucrânia, tiveram como ano base 2010. Como era de se esperar, a maior movimentação foi na Liga Inglesa, com mais de um bilhão de euros transacionados, à frente de Itália, Espanha e Alemanha. Também a Liga Inglesa teve o maior déficit na relação compra/venda, com 356 milhões de euros de prejuízo. A Rússia, a Turquia e a Ucrânia, outros mercados emergentes, também pontuam este ranking. Já em relação aos lucros, Portugal é o primeiro lugar disparado, com 90 milhões de euros. Especialistas em buscar jogadores baratos de mercados com menor poder aquisitivo, Porto, Benfica e Sporting são ‘trampolins’ nas negociações internacionais para os grandes da Europa. A Argentina (com um valor bem mais baixo de compras), está em 2º lugar na ‘balança comercial’, seguida de França e Brasil. Interessante ainda a presença da 2º Divisão inglesa e italianas na lista e a derrocada do futebol grego, apenas o 20º no levantamento. Certamente influenciado pela enorme crise econômica do país mediterrâneo. Vejam a lista completa Liga Div Compras Vendas Resultado Movimentado 1 Inglaterra 1 700.415.000 € 343.755.000 € -356.660.000 € 1.044.170.000 € 2 Itália 1 423.980.000 € 356.605.000 € -67.375.000 € 780.585.000 € 3 Espanha 1...

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OPINIÃO – O preço da covardia

Na vida as pessoas pagam e colhem os frutos de suas escolhas. Quando Celso Roth trocou o claudicante Vasco da Gama pelo Internacional, em junho de 2010, fechou suas portas em São Januário. Pegou um time paradoxalmente em crise, mas nas semifinais da Libertadores. Arrumou o toque de bola do time, optou pelos jogadores certos e foi campeão da América. De lá para cá, não acertou mais nada. O Inter se tornou um time de 70% de posse de bola e raros chutes a gol. Pior, passou a ser covarde e foi este ‘terror do sucesso’ que lhe sepultou em Abu Dhabi. De tanto medo do Mazembe, o Inter ao invés de atropelar o time africano acabou perdendo. Começou o ano de 2011 e os velhos erros se repetem. Uma derrota no Gauchão jogando com três volantes, contra o Veranópolis. A escalação de Tinga hoje contra o EMELEC em Guayaquil era improvável, mas por retrospecto, Roth escalaria o time mais defensivo possível. Foi exatamente o que fez hoje  com três volantes. Contra um adversário todo recuado, um deles esteve nulo em campo (Wílson Mathias). Ainda assim, pela obviedade da superioridade técnica, o Inter perdeu três gols feitos no primeiro tempo: Damião duas vezes e Zé Roberto. O EMELEC? Dois chutes de longe, sem grandes riscos. No segundo tempo, Damião perdeu mais um gol incrível em uma defesaça do goleiro...

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