O Grêmio venceu o Cruzeiro por 4×2 e está na final da Taça Piratini. Foi a tarde de Borges, que marcou três gols e comandou o time gremista, com direito a escolher música no Fantástico (ele optou por uma canção gospel). O adversário, algoz do Inter-B na fase anterior, endureceu novamente contra um grande.
Vale destacar um ótimo jogo de Gabriel, um dos melhores laterais/alas do país. E a recuperação de Douglas, de má-jornada contra o Júnior-COL pela Libertadores. Em compensação, Carlos Alberto novamente fracassou ao jogar mais recuado. Caberá a Renato decidir: quer ele no ataque ao lado de um (Borges ou André Lima), ou no banco. Lúcio retorna naturalmente, para dar opções ao lado esquerdo tricolor.
Sem o lesionado Lúcio, Renato escalou o Grêmio com 2 volantes (Rochemback e Adílson) e 2 centroavantes (Borges e André Lima).
A primeira opção se mostrou mais uma vez acertada, com Rochemback aproveitando a liberdade fornecida por Adílson e sendo importante na saída de jogo. Já a segunda claramente prejudicou André Lima, que caiu de produção desde que passou a dividir o ataque com o antigo titular.
Ao time da Zona Leste, que se muda para a vizinha Cachoeirinha em 2011, fica a lembrança do dever cumprido. No dia que perdeu seu mais ilustre torcedor, o escritor Moacyr Scliar, o simpático Cruzeiro mostrou mais uma vez que um trabalho de longo prazo e organizado dá frutos até nos times pequenos. Depois de 30 anos na Segundona, a permanência estará garantida com mais 5 pontos no returno, mantendo a mesma base desde 2009.
Contra um Cruzeiro sólido defensivamente,o Tricolor dominou o primeiro tempo mas sem grandes chances. Aos poucos abriu brechas na defesa cruzeirense e Gabriel acertou o poste de Fábio. Logo depois, o bom meia Diego Torres quase surpreendeu o bom público no Olímpico ao obrigar Victor a fazer ótima defesa. Aos 36 o Grêmio superou a retranca em uma bela jogada envolvendo Douglas e Gabriel, que cruzou para Borges chutar mascado e abrir o marcador.
Na etapa complementar,três em cinco minutos: aos nove, André Lima escorou e Borges ampliou, 2×0. Na saída de bola, a zaga gremista errou no posicionamento e o baixinho Jô descontou para o Cruzeiro. Então foi a vez de Borges ser derrubado na área, pênalti que converteu com categoria, Grêmio 3×1.
Sem nada à perder, contra um Grêmio nitidamente cansado e um tanto displicente, o Cruzeiro foi para cima e, aproveitando outro erro no jogo aéreo gremista, o zagueiro Léo cabeceou cruzado e marcou, 3×2 aos 32 minutos. Com a expulsão justa de Alberto, acabaram as chances do Cruzeiro. E nos acréscimos, Júnior Viçosa fez bela jogada e sofreu pênalti, que Gabriel (o segundo melhor em campo), cobrou e fechou o placar. Final, Grêmio 4×2, finalista da Taça Piratini e já esperando o Caxias.
Ao enlutado Cruzeiro, o esforço e a simbólica homenagem à Scliar.
Ao Grêmio, o cumprimento com o dever. O retorno do goleador. E o talento de um lateral.