Se vencer a Universidad Catolica e obtiver a classificação para as quarta-de-final em pleno Chile, o Grêmio terá obtido uma façanha. Será a terceira vez que o Tricolor conseguirá reverter uma desvantagem no jogo de ida em pleno estádio Olímpico. Nas duas vezes anterior, o placar obtido no jogo de volta é favorável ao Grêmio.

Em 1989 pela Supercopa, e em 1992 pela Copa do Brasil, o time gremista foi derrotado em casa mas conseguiu se recuperar fora de casa vencendo o rival. Ao longo da história de mata-matas do Grêmio em competições nacionais e internacionais, A informação é do leitor  sempre atento João Renato Alves.

A primeira classificação veio na extinta Supercopa dos Campeões da Libertadores. No dia 24 de outubro, o Grêmio perdeu em Porto Alegre para o Estudiantes por 1×0. O gol foi marcado por Cariaga. No dia 1º de novembro, o Tricolor arrasou o time argentino com gols de Paulo Egídio e Cuca (2x), se classificando para as semifinais (melhor campanha gremista em todos os tempos). Se isto ocorrer contra a Catolica, o Tricolor se classifica.

A segunda classificação heróica veio em 1992, na Copa do Brasil segunda fase. O Tricolor pegou o Paraná, clube sensação do futebol brasileiro e que tinha apenas três anos de vida e já era campeão estadual. O jogo de ida foi histórico: em três participações, o Grêmio continuava invicto na Copa do Brasil após 26 jogos.

Mas no dia 18 de setembro acabou a longa sequência, com um gol de Serginho e derrota de 1×0 em favor do Paraná. Na semana seguinte, dia 23 de outubro, Luís Américo colocou o Paraná na frente, mas na etapa complementar a virada gremista ocorreu com gols de Caio e Carlinhos, final Grêmio 2×1. Se o placar se repetir amanhã, deixa o Grêmio ao menos com a disputa de pênaltis.

O curioso é que nesta competição, o Grêmio passou de fase e pegou o Internacional, possível adversário nas quartas-de-final desta Libertadores de 2011.