Exatamente hoje comemoramos os 20 anos da última vitória de Nélson Piquet na Fórmula-1. Foi no dia dois de junho de 1991 que o Brasil comemorou sua 23º vitória com o tricampeão mundial, em uma inusitada e sensacional corrida (como quase sempre ocorre), na ilha de Notredame. O inglês Nigel Mansell vencia até a volta final, quando teve problemas e deu a vitória de bandeja para o brasileiro da Benetton.

O italiano Riccardo Patrese largou na pole-position, seguido por Mansell, Ayrton Senna, Alain Prost, Roberto Moreno, Gerhard Berger, Jean Alesi e só então Piquet, em oitavo lugar. Ao contrário do que ocorre hoje em dia, a corrida foi um teste de resistência: 15 carros tiveram problemas mecânicos e 3 bateram, nenhum com gravidade.

Antes de 35 voltas, de um total de 69, Berger, Moreno, Senna, Prost e Alesi já haviam abandonado.  Seguro em segundo lugar, Piquet estava contente com a posição, a melhor da equipe naquela temporada até o momento. O resultado seguia surpreendente, com a ótima Tyrrell de Stefano Modena em terceiro lugar pressionando Patrese, com problemas no câmbio.

Na última volta, Mansell começa a acenar para os torcedores na linda ilha de Notredame, quando o carro foi parando…  E Piquet assumiu a ponta! A explicação oficial da Williams é que ocorreu um problema no câmbio. Mas a boca-pequena do Paddock diz que Mansell bateu com o cotovelo na ignição ao levantar o braço. Outra fonte disse que, ao acenar para os fãs, ele deixou o carro tão devagar após o ‘cotovelo’ que o motor desligou.

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O fato que estes oito pontos (Mansell ainda terminou em 6º lugar e na época a vitória valia 9 pontos), fizeram falta. Senna aproveitou  este (e outros tantos) erro de Mansell, chegou em vantagem em Suzuka e se sagrou tricampeão, o último título brasileiro na Fórmula-1.

Era também a sétima vitória consecutiva do Brasil, pois Piquet havia vencido as últimas duas corridas do ano anterior (no Japão, uma dobradinha com Roberto Moreno, e depois uma soberba disputa com Mansell na última volta do GP da Austrália). Em 1991, Senna vencido as primeiras quatro provas daquela temporada.

Bons tempos para o automobilismo brasileiro, hein?