Comemorações especiaisl para o automobilismo brasileiro, pois na segunda-feira dia 17 e nesta quinta-feira dia 20 comemoramos dois dos mais importantes títulos de todos os tempos na Fórmula-1. No dia 17 de outubro de 1981, Nélson Piquet se sagrava campeão mundial pela primeira vez no GP dos Estados Unidos. Já no dia 20 de outubro de 1991, Ayrton Senna comemorou seu terceiro e último título mundial, no GP do Japão.

1981 – O primeiro título mundial de Nélson Piquet

A corrida final de 1981 seria disputada em Watkins Glen, mas por problemas financeiros passou para Las Vegas, no improvisado estacionamento de um Cassino, o Caesar’s Palace. Três pilotos tinham chances de ser campeão naquela tarde de sábado:  o argentino Carlos Reutemann, com 49 pontos, o brasileiro Nélson Piquet com 48 (vice-campeão do ano anterior) e o francês Jacques Laffite com 43 pontos. A rivalidade entre Piquet e Reutemann era muito grande, e Piquet ainda foi ajudado pelo ex-rival, o australiano Alan Jones, que era companheiro de Reutemann na Williams e tinha um relacionamento ainda pior com o argentino.

Reutemann largou na pole, mas despencou para o 5º lugar ainda na primeira volta, atrás de Alan Jones, Gilles Villeneuve, Bruno Giacomelli e Alain Prost.Na volta 17, Piquet passou por Reutemann, o que já lhe daria o título pois Laffite estava muito atrás. Sem a quarta marcha, Reutemann terminou a corrida em oitavo lugar, contra o quinto de Piquet e o sexto de Laffite.

Em uma pista cheia de curvas fechadas e um calor absurdo, Piquet passou 15 minutos se recuperando fisicamente antes de receber a taça de campeão mundial. Era o seu primeiro dos três títulos (seria campeão novamente em 1983 e 1987), e o terceiro do Brasil (que havia comemorado o bicampeonato de Émerson Fittipaldi em 1972 e 1974). Piquet venceu em Buenos Aires, Ímola e Hockenheim.

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1991 – O tricampeonato de Ayrton Senna

Se eu não tinha idade para acompanhar as duas primeiras conquistas de Piquet, na última de Ayrton Senna foi exatamente o oposto. Vi todas as corridas de uma temporada sensacional em 1991, com reviravoltas ao longo do ano e se encerrando na penúltima prova em Suzuka, no Japão. De um domínio absoluto nas primeiras quatro provas, Senna se viu ofuscada pela mágica Williams de Adrian Newey (sim, este mesmo que projetou a Red Bull nos últimos anos) e viu o título se polarizar em uma disputa com o inglês Nigel Mansell.

O títulos se encaminhava para o inglês, mas uma vitória crucial de Senna na Hungria (Hungaroring) e outra na pista belga de Spa-Francorchamps mudou o panorama. Isto somado à uma desqualificação após uma bobagem da Williams no pit-stop de Mansell na pista portuguesa de Estoril, deixou o título à feição para o brasileiro. Ao chegar em Suzuka, Senna tinha 16 pontos de vantagem faltando 20 em disputa.

Nos treinos classificatórios, o companheiro de equipe Gerhard Berger fez a pole-position, deixando Senna em segundo e Mansell em terceiro. Posições inalteradas nas primeiras 10 voltas, com Berger disparando na liderança e Mansell preso por Senna. Na décima volta, o inglês errou a tomada da primeira curva e parou na brita: Senna tricampeão. Então Senna buscou a diferença para Berger e passou com facilidade. Na última curva, cedeu a liderança para o colega e grande amigo Berger, que conquistou sua primeira vitória na McLaren(mas também detestou a atitude).

Veja o compacto da corrida aqui e da temporada aqui:

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Senna terminou a temporada vencendo em Phoenix, Ímola, Interlagos (sua 1º vitória em casa) , Montecarlo, Hungaroring, Spa-Francorchamps e Adelaide. Lamentavelmente, foi o último título brasileiro na categoria, que obteria ainda outros quatro vice-campeonatos: Senna em 1993, Rubens Barrichello em 2002 e 2004 e Felipe Massa em 2008.