Simplesmente lamentável o que o atacante brasileiro Luiz Adriano, do ucraniano Shakhtar Donetsk, fez ontem na vitória de 5×2 contra o dinamarquês Nördsjaelland, pela quinta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa. Quando o jogo estava 1×0, ainda no primeiro tempo, Luiz Adriano aproveitou uma devolução de bola escancarada para marcar um gol, sob os olhares atônitos dos dinamarqueses.

Pior, o time depois tentou deixar o adversário fazer um gol e um zagueiro impediu. Vejam o lance.

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Há alguns anos, meu amigo Alexandre Limeira me demonstrou que o excesso de fair-play acaba jogando contra o andamento da partida, pois aumenta o número de interrupções e de ‘cêra técnica’. Isto fica exemplificado ao ver vídeos de jogos dos anos 80 e 90. Passei a defender a idéia e quanto mais observo os jogos atuais, mais fica claro o problema.

Parkhurst revoltado com Luiz Adriano - Lars Poulsen / AP

Hoje li um texto do amigo Vicente Fonseca, que também tem um posicionamento semelhante, falando que exatamente os defensores da “redução do fair-play” é que ficarão prejudicados por uma atitude como a do ex-atacante colorado. Vejam seus argumentos em “Gol Contra”.

Outras histórias eu já contei aqui no Almanaque, vou resumir nos links abaixo: