Brasil e Argentina protagonizaram o maior fiasco da história dos Sul-Americanos Sub-20. O Brasil, atual tricampeão continental e campeão mundial, foi eliminado ontem ao levar 2×0 do Peru, com apenas uma vitória em 4 jogos. Já a Argentina deu um vexame ainda maior: sede do torneio, foi eliminada por antecipação e com apenas uma vitória em 4 jogos. Um fiasco do tamanho do continente, já que classificavam-se 3 dos 5 times de cada grupo.

A Seleção Brasileira, treinada por Émerson Ávila, mostrou o caos que temos nas categorias de base do futebol nacional. Do modelo com sucesso adotado por Mano Menezes, com Ney Franco de técnico do Sub-20 e coordenador do Sub-23, muito se perdeu com as mudanças na CBF.

Além da geração ser mediana, sem os talentos de Neymar, Oscar, Lucas Moura, entre outros, o técnico se mostrou perdido: insistiu em esquemas totalmente díspares entre si (ofensivo demais no 1º jogo, retranqueiro nos demais). A não-titularidade de Rafa Alcântara (depois de tanta briga para que ele jogasse pelo país) e Bruno Mendes (de final de temporada espetacular pelo Botafogo) foram outros dos problemas.

No caso da Argentina, campeã pela última vez em 2003 mas campeã mundial em 2007, o vexame é ainda maior. É o terceiro insucesso consecutivo em Sul-Americanos, pois em 2009 conseguiu a proeza de ser a 5º em 6 times no hexagonal final e ficar fora do Mundial, enquanto em 2011 ficou em 3º, foi pro Mundial (classificavam-se 4 times) mas fora das Olimpíadas de Londres.

Um vexame que faria qualquer país sério reestudar o que está ocorrendo em suas categorias de base e buscar alternativas.

Mas na CBF, comandada pelo ancião José Maria Marín, e na AFA, pelo eterno Julio Grondona? Esqueçam.

Brasil perdendo para o Uruguai - Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP