<span style=”font-size: medium;”>Nelson de Jesus Silva, mundialmente conhecido como “<strong>Dida</strong>”, completa 40 anos nesta segunda-feira dia 07 de outubro de 2013. O histórico arqueiro do <strong><span style=”color: #0000ff;”>Grêmio</span> </strong>já é ídolo de quatro torcidas no futebol mundial, e caiu no coração da torcida tricolor em pouco menos de um ano.  O calado goleiro, casado e pai de dois filhos nascido na prosaica Irará, interior da Bahia, é um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro.</span>

<a href=”http://wp.clicrbs.com.br/blogdobola/files/2013/10/ScreenHunter_19-Oct.-07-11.06.jpg”><img class=”size-medium wp-image-5330″ alt=”Dida no Grêmio” src=”http://wp.clicrbs.com.br/blogdobola/files/2013/10/ScreenHunter_19-Oct.-07-11.06-540×282.jpg” width=”540″ height=”282″ /></a> Dida no Grêmio: uma lenda do futebol mundial

<span style=”font-size: medium;”>Ele começou a carreira no <strong>Vitória</strong>, e chegou inclusive ao vice-campeonato Brasileiro em 1993. De Salvador parou em Belo Horizonte no ano seguinte, onde se tornou um mito da torcida do Cruzeiro: além de quatro títulos estaduais e duas taças continentais, foi campeão da Copa do Brasil em 1996 com uma atuação monumental contra o então irresistível Palmeiras na finalíssima, numa surpreendente vitória de 2×1 em pleno Palestra Itália. Apenas observem:</span>

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eY6xErWSp2A&w=420&h=315]

<span style=”font-size: medium;”>Em 1997, a glória continental: em um desacreditado Cruzeiro treinado primeiro por Oscar e depois Paulo Autuori, Dida foi o comandante técnico da equipe e levantou o título da Libertadores, com direito a uma atuação inesquecível contra o Colo-Colo nas semifinais. No Mundial, fracassou como todo o clube e no ano seguinte foi para o modesto Lugano, da Suiça, clube parceiro do Milan.</span>

<span style=”font-size: medium;”>Aproveitado pelo gigante italiano na temporada 1999/2000, <a href=”http://www.youtube.com/watch?v=GHr4eI50r2U” target=”_blank”>caiu em desgraça após um frangaço</a> que custou caro na Liga dos Campeões, contra o Leeds United. Depois de problemas com o passaporte comunitário (era falsificado), Dida voltou ao Brasil e chegou direto na fase final do Campeonato Brasileiro. <a href=”http://www.youtube.com/watch?v=v6dTRyvwpQE” target=”_blank”>Depois de ser o melhor em campo no primeiro jogo</a>, 1×1, Dida se superou na partida de volta.</span>

<span style=”font-size: medium;”>Em uma das maiores atuações de um goleiro no futebol brasileiro, Dida fechou o gol e<strong> pegou dois pênaltis no tempo normal</strong> contra o São Paulo, ambos cobrados pelo craque Raí, vitória de 3×2 e vaga na final:</span>
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=wkEw93s8Jj4&w=420&h=315]

<span style=”font-size: medium;”>Campeão brasileiro, Dida ainda seria campeão mundial no mês seguinte. Na primeira edição do Mundial da FIFA, pegou pênalti de Nicolas Anelka na fase de grupos. Na decisão contra o Vasco da Gama, defendeu o chute de <strong>Gilberto</strong>. A imagem final daquela conquista foi dele: sem comemorar o título, Dida foi consolar Edmundo, que errou a cobrança derradeira pelo time carioca.</span>

<a href=”http://wp.clicrbs.com.br/blogdobola/files/2013/10/ScreenHunter_19-Oct.-07-11.04.jpg”><img class=”size-medium wp-image-5329″ alt=”Dida vai consolar Edmundo no Mundial 2000″ src=”http://wp.clicrbs.com.br/blogdobola/files/2013/10/ScreenHunter_19-Oct.-07-11.04-540×362.jpg” width=”540″ height=”362″ /></a> Dida vai consolar Edmundo no Mundial 2000

<span style=”font-size: medium;”>Depois de outros títulos pelo Corinthians, em 2003 Dida voltou ao Milan. Mais amadurecido, se firmou rapidamente como ídolo e foi titular na conquista da Liga dos Campeões em 2004, pegando dois pênaltis na decisão contra a Juventus:</span>

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=pVPJQ7rlvWU&w=560&h=315]

<span style=”font-size: medium;”>No Mundial, perdeu para um irresistível Boca Juniors comandado por Iarley, mas já era uma lenda dos tifosi rossoneros. Multicampeão no Milan (conquistaria inclusive o bicampeonato europeu), Dida ficou dois anos parado até aceitar o convite da Portuguesa.</span>

<span style=”font-size: medium;”>Fez um Brasileiro bastante aceitável para um goleiro parado há tanto tempo. Aos 39 anos, veio para o Grêmio aonde começou de maneira instável, com lesões e atuações pouco convincentes. Mas nos últimos meses se afirmou e tem sido peça fundamental na ótima campanha que dá ao Tricolor a vice-liderança. Sua melhor atuação foi contra o São Paulo, no domingo retrasado.</span>

<span style=”font-size: medium;”><strong>SELEÇÃO BRASILEIRA</strong></span>

<span style=”font-size: medium;”>A carreira de Dida na Seleção começou mal: depois de ganhar a posição de Danrlei no Pré-Olimpíco, Dida falhou várias vezes durante a Olimpíada de 1996 em Atlanta. <a href=”http://www.youtube.com/watch?v=ti3xZDWjHh8″ target=”_blank”>Trombou com Aldair</a> na inédita derrota de 1×0 para o Japão, e repetiu a dose contra a Hungria. Na semifinal contra a Nigéria, falhou em dois gols na derrota de 4×3 que deixou o Brasil apenas com a medalha de bronze.</span>

<span style=”font-size: medium;”>Segundo reserva no Mundial de 1998, Dida foi bicampeão da Copa das Confederações: 1997 e 2005, além de campeão da Copa América de 1999 (todas como titular). Em 2002, foi campeão mundial sem jogar mas em 2006 foi titular. Tomou apenas dois gols em cinco jogos, mas amargou a eliminação contra a França nas quartas-de-final. Apesar disto, é considerado um dos maiores goleiros da história da Seleção Brasileira ao lado de Gilmar, Taffarel e Marcos.</span>

<span style=”font-size: medium;”>Esse é Dida. Um goleiro frio, tranquilo, especialista em pênaltis. E em cativar torcidas ao redor do planeta.</span>

<span style=”font-size: medium;”>Já é uma lenda para rubro-negros baianos, cruzeirenses, corinthianos, milanistas.</span>

<span style=”font-size: medium;”><strong>Será para os gremistas? Só o tempo dirá…</strong></span>

<span style=”font-size: medium;”>TÍTULOS</span>

<span style=”font-size: medium;”>VITÓRIA</span>
<span style=”font-size: medium;”> Estadual (1992)</span>

<span style=”font-size: medium;”>CRUZEIRO</span>
<span style=”font-size: medium;”> Estadual (1994,1996,1997,1998), Copa Master (1995), Copa Ouro (1995), Copa do Brasil (1996) e Copa Libertadores (1997)</span>

<span style=”font-size: medium;”>CORINTHIANS</span>
<span style=”font-size: medium;”> Brasileiro (1999), Mundial de Clubes (2000), Torneio Rio-SP (2002), Copa do Brasil (2002)</span>

<span style=”font-size: medium;”>MILAN</span>
<span style=”font-size: medium;”> Supercopa Européia (2003 e 2007), Italiano (2004), Supercopa da Itália (2004), Liga dos Campeões (2003 e 2007), Mundial de Clubes (2007)</span>

<span style=”font-size: medium;”>SELEÇÃO BRASILEIRA:</span>
<span style=”font-size: medium;”> Copa das Confederações (1997 e 2005), Copa América (1999) e Copa do Mundo (2002)</span>