Escrevi um texto em 18/12/2006: Diálogo do Pai com o Filho Gremista. Este texto fez muito sucesso na época e o original está aqui: http://danielbittencourt.wordpress.com/2006/12/20/gremista-explica-a-copa-toyota/

Tudo e mais um pouco

Tudo e mais um pouco

Aí hoje recebi isso, um revival do “Diálogo do Pai com o Filho Gremista”, versão 2014. Me sinto profundamente lisonjeado, compartilharei com todos:
“Diálogo do Pai com o Filho Gremista  em 2014”
Em 2014, às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, o guri gremista de 12 anos chega todo eufórico para o jogo contra o São Luiz de Ijuí, pelo Gauchão, única competição que ele viu seu time ganhar até então. Ao entrar no estádio ele se dirige ao pai:
– Pai, porque nosso estádio não tem o distintivo do nosso time?
– É porque… bem… deve ser porque o estádio ainda não é nosso, meu filho… só vai ser nosso quando tu tiveres uns trinta anos.
– Ah, que pena! Por isso que a Copa vai ser no Beira-Rio?
– Não sei direito, deve ser porque na época em que escolheram os estádios a gente ainda não tinha um.
O menino resolveu então mudar de assunto, pois viu que o pai ficou um pouco incomodado. Ainda mais entusiasmado, ele comenta:
– Pai… ontem o meu amigo falou sobre uma vitória heróica do nosso time, uma tal de Batalha dos Aflitos. Como foi isso pai? Foi decisão
do Mundial, da Libertadores, Sulamericana, Brasileiro?
– É… hmm… foi final do Brasileiro, meu filho.
– Legal pai… e contra quem foi? Inter, São Paulo, Flamengo, Santos?
– Não filho… na verdade foi pelo Campeonato Brasileiro da 2ª divisão, contra o Clube Náutico Capibaribe, de Pernambuco, estado com grande tradição no futebol brasileiro naquela época. Com isso conseguimos subir para a Série A pela segunda vez!!
– Segunda vez? Então teve outra Batalha dos Aflitos pai?
– Não filho… na outra vez acho que ficamos em nono ou décimo.
– Ué, mas não sobem só 4?
– É que naquele ano a CBF mudou o regulamento para nos dar uma forcinha.
– Ah tá… – sussurrou o guri, meio cabisbaixo.
Ficou calado por alguns segundos e voltou a questionar o pai:
– Mas o Inter já passou por algum fiasco parecido com esse pai?
Aí o pai se encheu de orgulho, estufou o peito e relatou:
– Filho, tu nem sabe… uma vez eles perderam de dois a zero para um tal de Mazembe!
– É mesmo pai? Hahahaha. Que legal!!! Foi pela 2ª divisão do Brasileiro também?
– Não filho… foi pela semi-final do Mundial de Clubes da FIFA, em 2010. Era um time do Congo, campeão do continente africano. Naquele ano o Inter acabou ficando em terceiro ou quarto, nem lembro.
– Bah… que vexame! Nós nunca ficamos em terceiro no Mundial de Clubes da Fifa, né pai?
– Não filho… na última vez que a gente chegou lá, no século passado, quando o pai ainda era guri, só jogavam dois times, um europeu e um
sul-americano.
– Mas pai… naquela época o mundo só tinha dois continentes?
– Claro que não meu filho… tinha cinco, como hoje!
– Mas então porque a Fifa não convidava os outros campeões continentais?
– Bem filho… na verdade naquela época não era a FIFA que organizava o torneio… era uma montadora de carros.
– Ah… então nós fomos vice-campeões de um torneio mundial de dois times organizado por uma fábrica de carros?
– É filho… na verdade era um torneio Intercontinental, mas a gente chamava de Mundial… deixa isso prá lá… Olha lá nosso time entrando
em campo!!!
– Pai… eu queria um argumento para zoar os meus colegas colorados, mas não consigo. Eles têm mais sócios, nos venceram mais vezes, têm
estádio próprio e já ganharam todos os títulos importantes que nós já ganhamos. Como eu posso tirar sarro deles então?
– Ah… sei lá… diz que ganhamos o primeiro Gre-nal por 10 a 0.
– Isso… legal pai… pelo menos tenho uma coisa para falar!!! Tu chegaste a ver esse jogo pai?
– Não filho… mas o pai do teu bisavô viu!
Depois dessa o guri resolveu ficar quieto, assistiu o jogo e no final saiu vibrando com a conquista de uma vaga para a final do Gauchão,
pois desde pequeno se acostumou a ver o pai comemorando vagas ao invés de títulos.
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