Beiram a insanidade os relatos dos Colorados que foram para a Arena do Grêmio assistir o Gre-Nal 399. De responsabilidade da Vice Presidência de Administração do Internacional em conjunto com a Brigada Militar, apenas 14 ônibus foram disponibilizados para cerca de 1500 torcedores (destes uns 1100 foram ao Beira-Rio) se deslocarem da Zona Sul para a Arena.

ônibus superlotado - Torcida tratada como gado

ônibus superlotado – Torcida tratada como gado

As reclamações já ocorreram no primeiro clássico em agosto, mas se esperava que a logística tivesse melhorado. Ledo engano. Com o insuportável calor senegalesco deste domingo, as centenas de colorados ficaram em ônibus sem ar-condicionados. Estes foram contratados pela diretoria do Inter, que resolveu economizar e deixar os sócios em ônibus lotados e em situação lastimável, com pelo menos 70 pessoas por ônibus (e muito mais na volta).

Mas o que foi ruim podia piorar, e nisto a responsabilidade é total da Brigada Militar, responsável pela logística. Relato do colorado Giancarlo Agnoletto sobre o transporte:

“Juntaram todo mundo dentro do Gigantinho e as 16h começaram a botar o pessoal nos ônibus. Quando fechava um ônibus (com no mínimo 60 pessoas cada) eles liberavam pra ir pra rua e estacionar. Esperaram todos ficarem prontos, numa superlotação escrota e um calor infernal de 40ºC. As 17h, 17:10 por aí, isso é, mais de uma hora depois saiu a escolta. 

Ok isso nem foi o pior. O pior foi na volta que eles liberaram alguns ônibus muito cedo e ficaram poucos pra muita gente. Aí a gente foi questionar como eles fariam e as respostas variavam:
“Da teu jeito” “É isso aí que tem e mais nada” entre outras coisas. 

Os 3, 4 ônibus que sobraram já estavam lotados até de gente em pé. O cara que eu acredito estar comandando a escolta, mandou entrarem mais umas 20 pessoas nos ônibus, alegando estarem ‘vazios’. Os que sobraram, esses últimos, tinham em média 90, 100 pessoas. E os policias rindo, de boa na rua.

Sem contar que no fim faltou espaço, tinha no mínimo uns 150 colorados sem ônibus pra ir embora.”

Agora olhem o vídeo do Enrico Garziera ilustrando tudo isso:

CONCLUSÕES

– No caso dos ônibus insuficientes e inadequados, acho que foi um erro de economia burra do Internacional. Se o clube solicitasse 20 reais pelo transporte, duvido que alguém deixasse de ir no jogo por causa disso, e poderíamos ter mais ônibus e todos muito mais confortáveis. Isso é facilmente resolvido para o próximo clássico. Com a palavra, o Vice-Presidente José Amarante e o Diretor de Administração Régis Shiba.

– Com relação à logística, sinceramente acredito que a Brigada Militar está fazendo de tudo para dificultar e prejudicar as torcidas (e que provavelmente irá ocorrer também no novo Beira-Rio. Não existe bom-senso nas decisões tomadas e muita má-vontade por parte das autoridades policiais. Com a palavra, o Comando do Policiamento da Capital (CPC) e o BOE. Cabe ainda ao Sport Club Internacional exigir mudanças em prol dos seus sócios e torcedores.