por Marianna Poeta (@mariannapoeta)

E o Internacional completou incríveis dois meses sem vencer uma partida pelo Campeonato Brasileiro. Que a direção é muito confusa e sem convicção, todos nós sabemos. Foi preciso uma “intervenção” no presidente Vitório Píffero, com Fernando Carvalho, Chumbinho, Ibsen Pinheiro e Celso Roth retornando ao Clube, para tentar tomar as rédeas de um futebol e vestiário completamente perdidos. O primeiro jogo de Roth, de volta como técnico ao Internacional pela quarta vez, não foi como esperado pela torcida. Mais do que nunca, era preciso uma vitória mesmo contra a Chapecoense, time que é sempre uma pedra no sapato.

O que deu para se notar nesse jogo foi uma leve evolução na defesa colorada. A  Recomposição, de certa maneira, foi mais eficiente. Houve também, em alguns momentos do jogo, passes rápidos, boas jogadas entre o meio e o ataque, mas que foi pouco eficiente. Vitinho e Sasha erraram gols, não conseguindo definir ou ser um diferencial ao Inter nesse momento.

Derrota em Chapecó - 12 jogos sem vencer - Foto: site oficial do Internacional

Derrota em Chapecó – 12 jogos sem vencer – Foto: site oficial do Internacional

O maior problema foi quando Celso Roth fez três substituições “sem fundamento”. Tirou Seijas, que estava muito bem no jogo e colocou Alex, que pouco produziu e ainda deixou o time lento. Tirou Valdívia, que fez várias jogadas interessantes, com chance de gol e colocou o garoto Ferrareis, que a meu ver, não acrescenta nada ao meio campo colorado. Para completar, tirou Vitinho e colocou Ariel. O centroavante até tentou fazer algo, mas ainda parece estar abaixo fisicamente.

Celso Roth  estreou perdendo - Site Oficial do Internacional

Celso Roth estreou perdendo – Site Oficial do Internacional

Mesmo com as substituições não dando certo, Inter segurou o empate até os 45 minutos do segundo tempo, quando os zagueiros Paulão e Eduardo erraram a marcação. Resultado: mais uma derrota colorada, para desespero de seus torcedores. É muito cedo para afirmar que o trabalho de Celso Roth dará certo ou não, mas os jogadores parecem acomodados com essa série de derrotas.

Em campo correm, até tentam buscar o resultado, mas falta indignação, vontade, precisam comer a bola! Esse deve ser o espírito que Fernando Carvalho e sua “SWAT” têm que passar ao elenco colorado. Não vejo um jogador dar uma declaração convincente, dentro de campo o time leva gol e não há ninguém, nenhum líder para dar uns berros com o restante dos jogadores, parecem perdidos. Ao final do jogo saem rindo, como se estivesse tudo bem, tranquilo.

Vivemos um momento muito delicado. Ou há uma mudança total de postura, ou as coisas podem se complicar ainda mais. Para não correr risco de rebaixamento, o Internacional precisa fazer 42,6% de aproveitamento, ou seja, 23 pontos. São 54 pontos em disputa.

O risco existe e, por isso, é preciso que o torcedor compareça ainda mais aos jogos, dê apoio até o último minuto. Além disso, é torcer para que a direção faça seu papel, traga indignação e apoio ao elenco colorado.

Essa história de rebaixamento não faz parte da nossa história, o Internacional é muito grande

para passar por uma situação ridícula, constrangedora como essa.

Marianna