No Torneio de Wimbledon, vencido pelo sérvio Novak Djokovic no último domingo contra o sul-africano Kevin Anderson, tivemos novamente um jogo de imensa duração. A partida entre o derrotado na final e o norte-americano John Isner nas semifinais  teve absurdas 6 horas e 36 minutos e terminou em vitória do sul-africano por 7-6, 6-7, 6-7, 6-4, 26-24. O jogo marcou a primeira final de um sul-africano em Grand Slam desde Brian Norton, que há 97 anos perdeu para o norte-americano Bil Tilden por 6-4, 6-2, 1-6, 0-6 e 5-7, também em Wimbledon.

Anderson bate Isner após 6h36min de jogo

Novamente a discussão sobre o set longo sem tiebreak e que ocorre na Copa Davis e em torneios de Grand Slam, voltou à tona. O jogo da semana passada foi a terceira partida mais longa da história, e a segunda em torneios de simples. O segundo jogo mais longo da história envolve um brasileiro, o tenista Feijão que em 2015 perdeu para o argentino Leonardo Mayer na Copa Davis por surreais 7/6(4), 7/6(5), 5/7, 5/7 e 15/13.

A partida mais longda da história é, incrivelmente, também de John Isner. E ele também perdeu! Na ocasião, em 2010 oO gigante norte-americano caiu para o francês Nicolas Mahut por  6–4, 3–6, 6–7(7), 7–6(3), 70–68. Sim, estamos falando de 70 games a 68!

Muitos defendem que o “set longo” seja adotado apenas na decisão do torneio. A explicação é simples: mesmo o vencedor chega extremamente desgastado fisicamente na final e acaba sendo prejudicado no duelo. Com o crescimento do aspecto físico no tênis nos últimos anos, sobretudo em torneios de grama, jogos longos devem se tornar ainda mais frequentes. Ainda não há uma posição da ATP ou da ITF sobre o assunto.

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